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Criação de Conteúdo16 Mar 202411 min de leitura

Esses Equipamentos vão Elevar a Qualidade de Seus Vídeos

Capa do post sobre os equipamentos de foto e vídeo que o Nando leva na viagem

Os cinco itens de equipamento que uso hoje pra criar conteúdo na estrada, e por que uma câmera cara sozinha não cria uma boa imagem.

Oi amigos!

Hoje apresento a vocês os cinco itens de fotografia que investi antes de começar minha viagem, e estão proporcionando criar conteúdos com bastante qualidade. Lembre-se: os equipamentos que menciono a seguir são de nível profissional, pois minha vida inteira trabalhei com fotografia e audiovisual.

Se você não tem condições de adquirir equipamentos desse nível (por enquanto), não desanime! De forma alguma quero passar a mensagem errada para vocês, até porque:

Por si só, uma câmera cara não cria boas imagens.

Fotografia é teoria e prática. O importante é estar disposto a aprender e curtir o processo, independente dos equipamentos que temos à disposição.

Minha intenção é compartilhar os equipamentos que estou utilizando atualmente, e quem sabe pode servir de indicação para quem está pensando em dar um passo adiante e investir mais na qualidade dos seus vídeos. Em breve quero trazer conteúdos sobre equipamentos mais em conta também, ok?

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O kit completo

  • Câmera: Sony a7 IV.
  • Tripé leve: Fotopro X Aircross 3, de fibra de carbono.
  • Tripé robusto: Miliboo MTT605B, com pernas de fibra de carbono.
  • Engate rápido: quick release plate da Manfrotto, a mesma placa na câmera, nos dois tripés e no estabilizador.
  • Estabilizador: um HD 2000, mais antigo.
  • Microfone de lapela: DJI Mic, a primeira versão, com duas lapelas e um receptor.
  • Lente zoom: Sony 16-35mm f/2.8.
  • Lentes de cinema: kit Seven Artisans de 35mm, 50mm e 85mm, totalmente manuais.
  • Drone: DJI Mavic Air 3.
  • Edição: DaVinci Resolve Studio.

A câmera que escolhi

Há mais de 10 anos trabalho com fotografia, e tive a oportunidade de utilizar marcas como Nikon, Canon, Sony e Panasonic. Todas essas empresas fabricam câmeras excelentes, com muita tecnologia. Hoje em dia a Sony oferece um excelente custo-benefício e muita versatilidade pra quem quer fazer fotos e vídeos. Ao longo dos últimos anos trabalhei bastante com a Sony a7 III, que é uma excelente câmera, e antes de começar a viagem pude investir em uma Sony a7 IV, que é a câmera que venho utilizando para capturar grande parte das minhas imagens.

Mão segurando o corpo da Sony a7 IV sem lente, com o sensor à mostra, sobre uma mesa de madeira
A Sony a7 IV, minha câmera na viagem.

Grande versatilidade

A Sony a7 IV foi lançada em outubro de 2021 e atualmente custa por volta de ~R$ 15.000 aqui no Brasil. Essa câmera é muito versátil tanto para fotos quanto para vídeos. Ela grava em 4K a 10 bits, o que possibilita um tratamento de cor mais intenso nas imagens. Além disso, possui um sensor full frame, que proporciona imagens de alta qualidade e excelente profundidade de campo.

O sensor full frame faz diferença no desfoque. Gravando em 24mm com abertura f/2.8, o fundo fica muito bonito. Num sensor APS-C, o cropado, com a mesma lente e a mesma abertura, a profundidade de campo seria diferente, e o desfoque lá atrás não ficaria tão bonito.

Ela também filma em 4K a 60 quadros, o que permite fazer um slow motion bem bonito sem perder resolução. Reduzindo para 1080, chega aos 120 quadros. Uso bem pouco os 120 quadros, mas mesmo quando uso não fica tão aparente que não estou filmando em 4K.

Estabilização de Imagem

A estabilização de imagem da Sony a7 IV também é excelente, especialmente quando combinada com uma lente nativa da Sony. Isso permite filmar com a câmera na mão, capturando cenas incríveis sem precisar necessariamente de um tripé ou algum acessório para estabilização da câmera.

Na prática, consigo simplesmente levar a câmera na mochilinha com uma lente e fazer cenas muito bonitas numa praia, num lugar mais aberto ou num evento, sem chamar tanta atenção com um equipamento grande e robusto.

Independente da câmera que você usa, o mais importante é dominar o equipamento. É isso que fará suas imagens se destacarem.

A importância de um tripé

Por estar viajando sozinho (somente com a Nina), acredito que o tripé é uma ferramenta que vai te possibilitar fazer algumas gravações importantes. Estou viajando com dois tripés. Um mais leve e compacto, para poder levar para qualquer lugar, e outro mais robusto e pesado, para gravações que não preciso me locomover muito.

Um tripé mais leve

O tripé mais leve que eu tenho é um Fotopro X Aircross 3 de fibra de carbono. É um tripé super leve, compacto, mas resistente. É ideal para situações que preciso caminhar longos períodos até chegar no local da gravação. Comprei no AliExpress por cerca de ~R$ 800. Super recomendo!

Nando montando o tripé de fibra de carbono num gramado, com o mar ao fundo
O Fotopro X Aircross 3, o tripé que vai pra qualquer lugar.

Ele é o tripé que eu uso sempre que vou caminhar bastante pra filmar, por exemplo quando vou até o fim de uma praia e quero fazer uma imagem lá. Dá até pra pendurar ele na mochila, no fecho lateral, e ter uma opção de câmera parada com um equipamento muito mais leve. A desvantagem é que cada perna tem três seções, e é preciso abrir todas elas, então ele leva mais tempo pra ficar pronto pra gravar.

Nando agachado numa estradinha de terra entre o capim, fazendo carinho na Nina
Na estrada com a Nina, a minha parceira de viagem.

Outro mais robusto

Para as gravações mais profissionais, quando vou filmar uma entrevista por exemplo, ou algum conteúdo em um ambiente mais controlado, utilizo um tripé Miliboo MTT605B, que também adquiri no AliExpress, por cerca de R$ 1.875 com o frete, mais R$ 263 de taxa na alfândega. A principal vantagem desse tripé é a facilidade de ajuste, com uma única trava em cada uma das pernas, o que acelera muito o momento de encontrar o enquadramento desejado para filmar. Super recomendo também. É uma alternativa mais barata do que os tripés da Manfrotto e Benro, que dominam o mercado brasileiro.

Venho usando ele em todo depoimento que gravo: sempre levo, monto e preparo o momento da entrevista. Chegar com um tripé desse tamanho dá um ar mais profissional ao que a gente está fazendo, o que por um lado é bom e por outro é ruim, porque chama atenção. A pessoa vê um tripé desses e já pensa que está acontecendo um filme.

Nando ajustando o tripé Miliboo numa sala clara, com a Nina ao lado
O Miliboo MTT605B, o tripé das entrevistas.

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O Miliboo em detalhes

Esse tripé existe em dois modelos: o A, com pernas de alumínio, e o B, com pernas de fibra de carbono, que é o meu. Comprei pelo AliExpress e deu tudo certo, mas ele levou um mês pra chegar ao Brasil, ficou mais duas semanas parado na alfândega no Rio de Janeiro e foi taxado. Essa é a única parte ruim de comprar um equipamento mais caro e mais pesado por lá. Antes de comprar, pesquisei bastante, e um Manfrotto mais ou menos do mesmo nível não sairia por menos de R$ 4.000.

  • Peso: 4,3 kg o modelo B, de fibra de carbono. O modelo A, de alumínio, tem o mesmo tamanho e pesa 5,1 kg.
  • Tamanho fechado: 85 cm de altura, com a cabeça, e cerca de 20 cm de diâmetro.
  • Carga máxima: até 10 kg, segundo o manual.
  • Altura: de 50 cm até 1,70 m.
  • Travas: uma só em cada perna, da altura mínima à máxima.
  • Ajuste de nível: além da bolinha de nível, tem uma manopla embaixo da cabeça que corrige o horizonte sem mexer nas pernas.
  • Cabeça hidráulica: com quick release no mesmo padrão e tamanho da Manfrotto.
  • Acompanha: uma bag de transporte bem resistente, com alguns acessórios no bolso interno.

Ele tem algumas peças em plástico rígido, como quase todo tripé dessa categoria, mas fiquei muito surpreso com a qualidade geral. Usei ele numa produção no Uruguai, um documentário, com a câmera completa, monitor e uma lente enorme, e ele me passou muita segurança. E vale dizer: não recebi nada para falar dele.

Um sistema só de engate rápido

Um detalhe fundamental: instalei no tripé pequeno um quick release plate da Manfrotto. Assim, com a mesma placa que fica na câmera, consigo encaixar ela no tripé robusto e no tripé menor. Também tenho um estabilizador de imagem, um HD 2000 mais antigo, e coloquei nele o mesmo sistema. Dá pra trocar a câmera do tripé pro estabilizador ou pro tripé pequenininho com facilidade e agilidade.

Um microfone de lapela

Para capturar um bom áudio, venho utilizando o DJI Mic. Ele vem com duas lapelas e um receptor, permitindo gravar duas pessoas ao mesmo tempo. Essa é uma ótima alternativa pra quem busca um equipamento compacto, confiável, com excelente qualidade de som e um valor justo.

Mãos segurando uma peça do DJI Mic, com as outras duas sobre a mesa de madeira
O DJI Mic: duas lapelas e um receptor.

Usei poucas vezes as duas lapelas ao mesmo tempo, mas é sempre bom ter essa opção como backup: se uma delas ficar sem bateria ou der algum problema, tenho a outra pra garantir o áudio. O meu é a primeira versão. A DJI lançou o DJI Mic 2, que eu ainda não usei, e por enquanto estou super bem com o primeiro modelo, sem necessidade de fazer o upgrade.

Ele vem com um dos acessórios que eu mais gosto, que é o Dead Cat, que é aquela “pelúcia” que protege contra o vento, essencial para garantir uma boa qualidade de áudio mesmo em gravações externas.

Nando mostrando o Dead Cat do DJI Mic, a pelúcia que protege o microfone do vento
O Dead Cat, que salva o áudio no vento.

O tratamento de áudio

Esse microfone tem me surpreendido positivamente a cada uso, seja na rua, na praia ou em outras gravações externas. Ainda mais utilizando o DaVinci Resolve Studio, que é a versão paga do Davinci Resolve, que possui uma ferramenta chamada Voice Isolation. Esse efeito permite reduzir significativamente o ruído capturado pelo microfone em qualquer situação. Ajuda muito a melhorar o áudio de uma pessoa falando, como uma entrevista ou qualquer gravação desse tipo.

A ferramenta fica na aba Fairlight, a de áudio, e usa inteligência artificial pra entender a voz que está sendo gravada e entregar um áudio sem ruído. Já passei por várias situações gravando uma pessoa com muito barulho em volta, e a combinação dessa lapelinha com o Voice Isolation é simplesmente incrível.

Uma lente zoom

Eu sempre fui a pessoa que adorava olhar todos as lentes do mercado, mesmo sem ter dinheiro para comprar. Felizmente, depois de anos trabalhando com fotografia, pude investir em uma Sony 16-35mm f/2.8, que é uma lente nativa da Sony. Um equipamento que eu sempre sonhei em ter.

Mãos segurando a lente Sony 16-35mm sobre a mesa de madeira, com plantas ao fundo
A Sony 16-35mm f/2.8, a lente que eu sempre sonhei em ter.

Essa lente é super versátil. Em 16mm temos o ultra wide que permite fazer imagens grandiosas mesmo em ambientes apertados. Além de 24mm que eu utilizo bastante para diversos enquadramentos, entrevistas, etc. Até chegar em 35mm, que também utilizo bastante para criar cenas bem realistas, com pouca distorção nas bordas.

Uso muito os 16mm em ambientes fechados ou quando quero uma imagem mais de arquitetura. Mas evito filmar pessoas, principalmente o rosto de alguém falando, em 16mm, por causa da distorção.

Estabilização e compatibilidade

A estabilização da lente, combinada com a da câmera, permite capturar imagens super estabilizadas, até mesmo à mão.

Isso me deixa ir sozinho gravar alguma coisa e voltar com imagens estáveis, tanto em 16mm quanto em 35mm. E com a abertura f/2.8, somada ao ISO muito bom da a7 IV, dá pra filmar em ambientes com pouca luz, até de noite. Sei que é uma lente cara, mas ela realmente vale o investimento.

Também viajo com três lentes de cinema da Seven Artisans, totalmente manuais, adquiridas no AliExpress. O kit vem uma 35mm, uma 50mm e uma 85mm. Todas elas com abertura T 2.0, o que significa uma abertura grande, excelente para cenas noturnas com um look diferenciado.

Nando sentado à mesa, segurando a câmera com uma lente de cinema manual
Uma das lentes de cinema da Seven Artisans na câmera.

Investi nesse kit há uns dois anos. São lentes chinesas, mais baratas, que não uso o tempo inteiro, mas que em alguns momentos trazem um look muito bonito pras imagens. Gosto muito de sair de noite com a 35mm ou com a 50mm.

Drone escolhido

O drone é realmente uma ferramenta incrível, que pode elevar a qualidade dos nossos conteúdos em vídeo. Imagine uma imagem que antes só poderia ser captada com a utilização de um helicóptero, hoje é comum capturar uma imagem aérea de drone.

O drone que estou utilizando é um DJI Mavic Air 3. Esse equipamento possui duas câmeras, com lentes de 24mm e 70mm, grava em 4K a 60fps e 10 bits, com tempo de voo aproximado de 46 minutos por bateria.

O drone DJI Air 3 pousado sobre a mesa de madeira, com as duas câmeras em destaque
O Air 3 e as suas duas câmeras.

Esse drone custa cerca de R$ 14.000, oferecendo estabilidade e alta qualidade de imagem. Ele conta com tecnologia avançada de detecção de objetos, permitindo voos seguros e eficientes. A qualidade de gravação em 10 bits possibilita uma colorização profissional nas imagens.

O drone na estrada

Ele é um dos primeiros drones da DJI com duas câmeras de milimetragens diferentes e a mesma qualidade de sensor. Antes dele, eu nunca tinha feito imagens aéreas em 70mm, e confesso que tenho usado muito, porque deixa a imagem lá de cima mais cinematográfica. Ele também tem a nova tecnologia de transmissão entre o controle e o drone, e sinto que o sinal é muito melhor do que o dos drones que usei no passado.

Os 46 minutos de bateria dão pra fazer um voo bem longo, explorando ângulos e movimentos de câmera diferentes, sem aquela pressão de "meu Deus, vai acabar a bateria, preciso voltar".

Vista aérea de cima de um carro andando numa estrada de terra no meio da mata
O carro na estrada, filmado do alto.

Já filmei com o drone enquanto dirigia o carro, pra fazer uma imagem do carro na estrada, e ele reconhece com muita precisão quando tem uma árvore ou algum obstáculo. Dá pra configurar no controle se você quer que ele pare ou que desvie. E como a câmera e o drone filmam em 10 bits, consigo criar o mesmo look em todas as imagens, sem aquela discrepância entre a câmera e o drone.

Vale lembrar que

Equipamentos vão e vem. O que mais importa mesmo é o nosso conhecimento, para conseguir extrair o máximo do equipamento que temos hoje. Se você é uma pessoa que está começando a criar conteúdos em vídeo agora, não se preocupe com os melhores equipamentos. Saiba utilizar os que você tem.

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